sexta-feira, 21 de novembro de 2014

pedagogas da diferença mulheres hoje agora e sempre

                       
Nos estudante de pedagogia (2° Semestre) Crislaine, Tatiane, Andreia e Thais pela Universidade Anhanguera de São Paulo - UNIAN/SP ( Unidade ABC) temos o prazer de criar esse Blog onde postaremos textos relacionados à Filosofia e Educação. Ministrada pela professora Eleandra Lelli.



Sejam bem vindos ao Blog  


Mulher hoje agora e Sempre 

           A diferença da mulher na educação brasileira apresenta uma trajetória crescente. No período Colonial, sua educação era no lar, voltada especificamente para as atividades domésticas. Somente em meados do século XIX que a participação feminina iniciou - se, timidamente, pois os colégios destinados a mulheres eram particulares, dessa maneira somente as meninas de origem abastada tinham acesso. Com relação ao ensino público, o ingresso feminino na escola ocorreu após a fundação da Escola Normal, em 1880, na Corte do Rio de Janeiro. As professoras formadas pela Escola Normal (geralmente filhas dos fazendeiros) passaram a lecionar instrução primaria, atualmente chamada de Anos Iniciais do Ensino Fundamental, ás crianças e aos adolescentes do sexo feminino, camadas populares. 
              Ao longo dos anos houve uma grande mudança no cenário da mulher em relação á sociedade, enfrentando diversas discriminações e adaptações em relação aos "afazeres puramente feminina", como cuidar de casa e da família, a mulher conseguiu superar suas dificuldades e ainda administrar seu tempo a favor de suas atividades e ainda administrar seu tempo a favor de suas atividades, para que as questões familiares não entrem em conflito com questões profissionais e sociais. A mulher ainda é alvo de grande discriminação por aqules que ainda acreditam qe "lugar de mulher é no fogão" e por isso enfrenta o grande desafio de mostrar que apesar de frágil é ainda forte, ousada e firme na tomada de decisões, quando necessário. A realidade do crescimento do espaço feminino tem sido percebida pela participação da mulher em diferentes áreas na sociedade que lhe conferem direitos sociais, políticos e econômicos, assim como os indivíduos do sexo oposto. Hoje em toda roda de conversa ou qualquer reflexão em que a tônica seja feminina, podemos notar as seguintes afirmações: "As mulheres não são as mesmas".

      A frase é Impactante e toca em muitos aspectos reais:
" Hoje em dia as mulheres conquistaram um espaço imenso na sociedade e na formação, mulheres atuam na política, na economia e na administração de empresas".




Para que possamos entender  a visão das mulheres na área participativa da educação realizamos uma entrevista com duas professoras  para que assim possamos focar na área profissional pedagoga:

Nome: Sonia Carla Rodrigues
Formação: Pedagogia e Magistério
Atuação: Professora de Educação Especial APAE – Diadema
Tempo de atuação: 18 anos formada pela Universidade do grande ABC – Uni – ABC

Entrevistada: Sonia Carla Rodrigues autorizando a publicação no Blog das alunas

1 - Como se deu o seu início como professora de alunos com deficiência? 

Sonia - Na instituição onde me iniciei tinha uma turma com alunos com deficiência, uma turma Especial e mais três outras turmas, não lembro quais as séries. E eu disse "quero a turma de educação especial", e as pessoas me perguntavam "você tem experiência?", você já trabalhou com  esse tipo de aluno? Eu disse para coordenadora na época, muito rigorosa na seleção daqueles que iriam trabalhar com os alunos com deficiência, "eu tenho a experiência de um estágio em APAE”, ela me perguntou o período e naquele momento, eu senti que ela ia dizer que eu não podia, então já respondi o período que foi de apenas um mês, com um "eu quero muito ficar com essa turma". Iniciei com 5 alunos com deficiência Intelectual e duas alunas com baixa-visão, uma delas com diagnóstico de perda progressiva da visão, com indicativo para o uso do Sistema de Escrita Braille. Eu estava ali pronta para aprender. Não pedi uma chance para ensinar, pedi uma oportunidade para aprender e sou muito grata por isso.


2 - Cite um momento de grande dificuldade  ou outro bem marcante, na sua trajetória como professora.
Sonia - Foi oferecido educação especial para mim, disciplina que eu cursei em Pedagogia. Para minha sorte, a professora que iria ministrar a disciplina era especialista em deficiência.  Então, eu estudava e aplicava o que aprendia simultaneamente nos alunos.. Na época eram poucas as ajudas que encontrávamos. e, hoje, se você digitar qualquer palavra referente a pessoa com deficiência, vai chover de informação.Por isso os meus momentos mais marcantes foram a minha primeira aprendizagem porque me ensinou tudo sobre o agir pedagógico com o aluno com deficiência e a segunda porque me ensinou a amar mais a profissão. 

3 - Houve alguma mudança importante na sua vida pessoal ou profissional, a partir dessa experiência com alunos com deficiência? 

Sonia - Todas as mudanças possíveis e imagináveis. 
Eles me ensinaram ver, enxergar o aluno por completo, me ensinaram a identificar potenciais, a trabalhar de várias maneiras, a enfrentar dificuldades. A verdade é que eles me fizeram professora.

4 - Qual é a participação dos pais dos alunos com deficiência, no atendimento e no acompanhamento?
Sonia - Divergências extremas. Existe a família que coopera, orienta sobre seu filho, e existe a família de luto que não aceita e que se sente agredida quando a escola exige a participação. Precisamos ter bom senso para ajudá-las a nos ajudar.


5 – deixe aqui para nos uma mensagem, sobre a inclusão social e educacional?
Sonia - Inclusão social ou educacional é uma atitude frente ao outro. Se você respeita o outro, você inclui. Se você enxerga no outro você, sabe incluir. E incluir é o Princípio cristão de amar o próximo como a si mesmo.

Nome: Jaqueline Llanos
Formação; Pedagogia
Atuaçaõ: Educação Infantil – Creche Presbiteriana de Diadema
Tempo de Atuação: 1 ano e 6 meses

Entrevistada : Jaqueline Llanos autorizando a publicação no Blog

1 – Quais são as atividades que você oferece nas suas aulas?

Jaqueline - Essencialmente atividades recreativas, como jogos e brincadeiras. Mas também trabalhamos o aspecto do equilíbrio, com atividades voltadas para a postura da criança.

2 - O que você pensa quando está com as crianças, o que você reflete sobre elas.

Jaqueline Não tem como não pensar. A gente olha nos olhos dos nossos alunos e vê a alegria de estar aqui na creche, recebendo a educação, o carinho, o respeito e assim tento proporcionar o melhor convívio possível.

 3 - Por ser uma professora de educação infantil, o que mais você guarda de lembrança dos seus alunos?

Jaqueline Eu comecei o meu trabalho com crianças  o ano passado e parece que atuo a muito tempo. Quando a gente se encontra na rua, no shopping, por exemplo, eu recebo o reconhecimento, o carinho. Eles vem falar contigo com um sentimento de gratidão. Isso é muito bom. Alguns até dizem: ‘quando eu crescer, quero ser que nem a senhora, prof. Isso me motiva bastante e é uma boa lembrança que vou carregar ao longo do tempo








A filosofia é uma atividade é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. A palavra “filosofia” é muitas vezes usada num sentido muito mais lato do que este, para referir uma perspectiva geral da vida ou para referir algumas formas de misticismo. Não irei usar a palavra neste sentido lato: o meu objectivo é lançar alguma luz sobre algumas das áreas centrais de discussão da tradição que começou com os gregos antigos e que tem prosperado no século XX, sobretudo na Europa e na América.

(Simone de Beuavoir)


Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beuavoir, nasceu na cidade de Paris, na França, mais precisamente no boulevard du Montparnasse 103, no dia 9 de janeiro de 1908. Ela era a primogênita de duas irmãs, filha de um casal descendente de famílias tradicionais, porém decadentes. Seu pai era o advogado Georges Bertrand de Beauvoir, ex-membro da aristocracia francesa. A mãe era Françoise Brasseur, filha da alta burguesia. Em nome deste passado glorioso, os pais da moça optaram por convencê-la de que pertencia a uma esfera social elevada.
            A escritora estuda inicialmente em uma escola católica privada, o Cours Désir, na qual permanece até os 17 anos. Sua inclinação literária é incentivada pelos pais, que cultivam em comum a paixão pelos livros. A mãe estimula a garota até mesmo a criar suas próprias histórias. Crescendo em um ambiente culto, ela se devota de corpo e alma aos estudos, impelida também por uma infinita vontade de descerrar os segredos do mundo.
            Nesta instituição ela se torna amiga de Elizabeth Lacoin, também conhecida como Zaza, a qual exercerá uma influência definitiva sobre a personalidade de Simone, com sua irreverência e seu ceticismo quanto à Humanidade. A futura filósofa se torna mais atrevida, confiante e indisciplinada. Em 1929 sua família, em meio a uma crise financeira, se transfere para um endereço mais simples, na rue de Rennes. Nesta altura os conflitos entre Simone e seu pai crescem e, com quinze anos de idade, ela se declara descrente de Deus.
            Sempre frequentando escolas particulares, Simone se gradua em filosofia, em 1929, e neste mesmo ano tem um encontro decisivo com o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, com quem manterá um relacionamento por toda sua vida. Mesmo determinada a ser escritora, a filósofa passa a lecionar para sobreviver. Na década de 30 ela conhece Raymond Aron, Paul Nizan, Pierre Guille e Madame Morel.
            Ela atua em várias instituições escolares, de 1931 a 1943. Simone e Sartre criam, em 1945, o veículo Les Temps Modernes, de periodicidade mensal, na qual ambos produzem os principais textos. Nos anos 40 ela integra um círculo de filósofos literatos que conferem ao existencialismo uma coloração literária. No final desta década, em 1949, a autora lança sua obra-prima O Segundo Sexo, que logo se torna um clássico do movimento feminista.
Seus livros enfocavam os elementos mais importantes da filosofia existencialista, revelando sua crença no comprometimento do intelectual com o tempo no qual ele vive. Na obra A Convidada, de 1943, ela aborda a degeneração das relações entre um homem e uma mulher, motivada pela convivência com outra mulher, hóspede na residência do casal. Uma de suas publicações mais conhecidas é Os Mandarins, de 1954, na qual a escritora flagra os intelectuais no período pós-guerra, seus esforços para deixarem a alta burguesia letrada e finalmente se engajarem na militância política.
              Simone publica diversos livros filosóficos e ensaios. Ela se dedica também a registrar suas experiências em extensas obras autobiográficas, que compõem igualmente um retrato da época na qual ela viveu. A autora revela também uma inquietação diante da velhice e da morte, eternizando esta preocupação em livros como Uma Morte Suave, de 1964, e Old Age, de 1970.

              
Pensamentos de Simone de Beavour 

"Não se nasce mulher: torna-se."

"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."

"É horrível assistir à agonia de uma esperança."



                              
                              foto imagem de de Simone de Beavour





(São Tomás de Aquino)

São Tomás de Aquino nasceu na Itália, próximo a Roccasecca, na Itália, mais precisamente perto de Aquino (comuna italiana da região do Lácio), e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais.
         São Tomás era filho do Conde de Aquino, realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções literárias de um filósofo grego de nome Aristóteles.
         No ano de 1244, mesmo contra o anseio da família, decidiu tornar-se um Dominicano, abdicando de todos os bens e títulos que possuía. No mesmo ano parte com seu mestre Alberto Magno, também dominicano, para Paris, onde passam a viver no convento Saint Jacques.
          Depois vão para Colônia (Alemanha), onde havia sido fundado um “studium generale”, e Alberto fica como Regente e Tomás como leitor. A permanência de quatro anos aí lhe permite exprimir por escrito suas primeiras obras: De ente et essentia e De princípios naturae. No ano de 1259 dá aula em Anagni; em 1265 em Roma, e em 1267 na cidade de Viterbo.
          Entre os anos de 1259 e 1268 São Tomás instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos seres), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles; na seqüência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no ano de 1242.
         Foi para Paris, onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das pessoas.
          São Tomás acabou voltando para a Universidade de Nápoles, onde viveu seus últimos anos de vida.
           Enquanto era vivo, sempre seguiu as idéias de Aristóteles e as condimentou com a disposição habitual para a prática do bem; pregou constantemente a esperança e a caridade.
           Ele apresentou uma proposta filosófica e educacional denominada Escolástica – que era a concordância da fé e da razão, bem como a compilação do conhecimento neste assunto.
          Um dos seus feitos mais marcantes para o conjunto de idéias ocidentais foi sua confiança de que o avanço da civilização ocidental possui um significado real e que a existência espiritual e intelectual são assaz preciosas neste sentido.


Entre suas obras podemos citar as principais:
* De Virtutibus;
* Comentários ao Evangelho de São João;
* Comentários da Epístola de São Paulo;
* De unitate intellectus;
* De aeternitate mundi;
* Quaestiones Disputatae;
* Quaestiones Quodlibetales.
* Exposição sobre o Credo;
* O Ente e a Essência (1248-1252);
* Compêndio de Teologia (1258-1259);
* Suma Contra os Gentios;
* Comentário às Sentenças;
* Suma Teológica;
* Os Princípios da Realidade Natural. Editora Porto, 2003;
* Tratado da Lei. Porto. Rés-Editorial, 1988;
* Tratado da Justiça. Porto. Rés-Editora, 1989;
* A Unidade do Intelecto contra os Averroístas. Porto. Rés-Editora;
* O Ente e a Essência. Lisboa. Instituto Piaget.


Pensamentos  de São Tomás de Aquino


"Se a meta principal de um capitão fosse preservar seu barco, ele o conservaria no porto para sempre"
.
"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria"

"Enquanto o amor humano tende a apossar-se do bem que encontra no seu objeto, o amor divino cria o bem na criatura amada"



                                                foto imagem de São Tomás de Aquino




(Friedrich Wilhelm Nietzsche) 

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, localidade próxima a Leipzig. Karl Ludwig, seu pai, pessoa culta e delicada, e seus dois avós eram pastores protestantes; o próprio Nietzsche pensou em seguir a mesma carreira.
         Em 1849, seu pai e seu irmão faleceram; por causa disso a mãe mudou-se com a família para Naumburg, pequena cidade às margens do Saale, onde Nietzsche cresceu, em companhia da mãe, duas tias e da avó. Criança feliz, aluno modelo, dócil e leal, seus colegas de escola o chamavam "pequeno pastor"; com eles criou uma pequena sociedade artística e literária, para a qual compôs melodias e escreveu seus primeiros versos.
          Em 1858, Nietzsche obteve uma bolsa de estudos na então famosa escola de Pforta, onde haviam estudado o poeta Novalis o filósofo Fichte (1762-1814). Datam dessa época suas leituras de Schiller (1759-1805), Hölderlin (1770-1843) e Byron (1788-1824); sob essa influência e a de alguns professores, Nietzsche começou a afastar-se do cristianismo. Excelente aluno em grego e brilhante em estudos bíblicos, alemão e latim, seus autores favoritos, entre os clássicos, foram Platão (428-348 a.C.) e Ésquilo (525-456 a.C.). Durante o último ano em Pforta, escreveu um trabalho sobre o poeta Teógnis (séc. VI a.C.). Partiu em seguida para Bonn, onde se dedicou aos estudos de teologia e filosofia, mas, influenciado por seu professor predileto, Ritschl, desistiu desses estudos e passou a residir em Leipzig, dedicando-se à filologia. Ritschl considerava a filologia não apenas história das formas literárias, mas estudos das instituições e do pensamento. Nietzsche seguiu-lhe as pegadas e realizou investigações originais sobre Diógenes Laércio (séc. III), Hesíodo (séc. VIII a.C.) e Homero. A partir desses trabalhos foi nomeado, em 1869, professor de filologia em Basiléia, onde permaneceu por dez anos. A filosofia somente passou a interessá-lo a partir da leitura de O Mundo como Vontade e Representação, de Schopenhauer (1788-1860). Nietzsche foi atraído pelo ateísmo de Schopenhauer, assim como pela posição essencial que a experiência estética ocupa em sua filosofia, sobretudo pelo significado metafísico que atribui à música.
             Em 1867, Nietzsche foi chamado para prestar o serviço militar, mas um acidente em exercício de montaria livrou-o dessa obrigação. Voltou então aos estudos na cidade de Leipzig. Nessa época teve início sua amizade com Richard Wagner (1813-1883), que tinha quase 55 anos e vivia então com Cosima, filha de Liszt (1811-1886). Nietzsche encantou-se com a música de Wagner e com seu drama musical, principalmente com Tristão e Isolda e com Os Mestres Cantores. A casa de campo de Tribschen, às margens do lago de Lucerna, onde Wagner morava, tornou-se para Nietzsche lugar d "refúgio e consolação".                  Na mesma época, apaixonou-se por Cosima, que viria a ser, em obra posterior, a "sonhada Ariane". Em cartas ao amigo Erwin Rohde, escrevia: "Minha Itália chama-se Tribschen e sinto-me ali como em minha própria casa". Na universidade, passou a tratar das relações entre a música e a tragédia grega, esboçando seu livro O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música.

Pensamentos de Nietzsche

"Temos a Arte para que a verdade não nos destrua."

"Conheço a minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite."

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há também sempre alguma razão na loucura."


                                                        foto imagem de Nietzsche







(Philippe Perrenoud)


Philippe Perrenoud  é doutor em Sociologia e Antropologia, tem 59 anos. Atua nas áreas relacionadas à currículo, práticas pedagógicas e instituições de formação nas faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra. Apesar de atuar nestas áreas, o autor não é um Pedagogo de formação.
           Para o autor, o sucesso e o fracasso escolar não são dependências únicas do ambiente escolar. Na sua visão, cada aprendizado deve ter como objetivo preparar os alunos para etapas subseqüentes do currículo escolar, tornando o aluno capaz de mobilizar suas aquisições escolares fora da escola, tornando qualquer ambiente, um ambiente pedagógico, independentemente de quaisquer situações.
          Aliado à isso, o problema da transposição didática ou de construção de competências, vem como uma proposta norteadora para o desenvolvimento significativo do potencial dos alunos em ambientes dentro e fora da escola.
         Perrenoud questiona o objetivo da ida do aluno à escola: Esta deve ser fundamentada na mera aquisição de conhecimento ou no desenvolvimento de competências? A seguir, há a definição de competência como sendo a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a ele. Enfoca que o mundo do trabalho apoia –se na noção de competência  e que a escola deve seguir estes passos com o intuito de modernizar-se e se inserir na corrente dos valores da economia de mercado,
          Em suas obras, o conceito de competência é salientado enfocando que não há uma definição clara e objetiva do que seja competência. Segundo o autor, existem três aspectos do que pode vir a ser uma competência onde, em um dos casos, cita – se a questão pertinente à competência e desempenho, onde este é um indicador direto daquele. Trata ainda que os hábitos são esquemas simples e rígidos, mas nem todo esquema é um hábito. Perrenoud menciona, ainda, que o sucesso depende de uma capacidade geral de adaptação e discernimento, comumente considerada como inteligência natural do individuo.
          Frequentemente o autor faz uma interligação entre competência e os programas escolares, iniciando a discursão afirmando que toda competência está ligada, fundamentalmente, à uma prática social de alta complexidade. Após esta afirmação, questiona-se como se pode detectar uma competência. Segundo o autor, alguns se preocupam com a inserção de ensino por competências pelo fato de acreditarem que todas as disciplinas seriam trabalhadas, na maioria dos casos, com base em formações pluri1, inter2 e transdisciplinar3.
Para o autor, quando alguns professores aceitam a ideia de competência, podem sentir – se, pelo menos inicialmente, encarregados de dar conhecimentos básicos aos seus alunos, pensando que, antes de mobilizá – los em determinada situação, devem prestar – lhes informações básicas e metódicas no “texto do saber”. Neste capítulo é iniciada uma discursão acerca da transposição didática4, como ferramental de trabalho.
         Enfim, Perrenoud faz propostas diretrizes norteadoras para a implementação do processo de ensino e aprendizagem por competências. São elas: Reconstruir a transposição didática, Atenuar as divisões entre as disciplinas, Romper o círculo fechado do currículo, criar novas formas de avaliar, reconhecer o fracasso, diferenciar o ensino e transformar a formação docente.

 Pensamentos de Perrenoud

“Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar uma série de situações”


                                                          foto imagem de Philippe Perrenoud

Fonte da Imagem: Brasil Escola (site)





Bibliografia:

InfoEscola Navegando e Aprendendo > disponível em <http://www.infoescola.com/biografias/philippe-perrenoud/> Acesso em 27 de novembro de 2014, 
http: <http://www.infoescola.com/biografias/simone-de-beauvoir/> acesso em 27 de novembro de 2014 

Elaborado e Idealizado por Rosana Madjarof — Mantido por Carlos Duarte = acesso em 27 de novembro de 2014